Peguei a caneta mil vezes tentando escrever o que sinto e derrubei mil e uma vez sen saber quais palavras usar.
Vazio, essa é a única palavra que gira em minha cabeça, ha três dias estou trancada em meu quarto, na companhia de minha cachorra lutando contra a fome e as necessidades fisiológicas.
Não bebo para afogar minhas mágoas, odeio bebidas alcoólicas, não fumo ou me Drogo para entrar em estado de relaxamento, como dizem, e nem tomo mais o calmante que minha médica prescreveu, agora só choro.
Minha cara tá inchada e meu cabelo uma bagunça, vaidade pra que se estou no vazio?! Sou uma maruja abandonada ao mar, a protagonista da peça que está sentada com o público esperando algo acontecer, estou caindo e o para-quedas não quer abrir...
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
Dor que não de mede
Você está sufocada, quer gritar, quer falar como se sente, a
cabeça doí, o coração aperta, e então as lagrimas caem.
E ninguém entende o porquê, pergunta se querem ir ao médico,
se quer remédio, se quer dormir, mas na verdade mesmo, você só quer fugir, se
esconder, deixar a maré dos sentimentos baixar e voltar a viver.
Você chora, e não consegue parar, quer gritar, mas as
lagrimas caem silenciosas molhando sua roupa, você não consegue disfarçar que
está doendo, mas nunca diz onde doí, mas na verdade doí, e não é pouca, a dor é
grande que chega a falta o ar.
Mesmo que falte ar, que tecnicamente você precisa de espaço,
você quer se encolher, quer ser aquecida, quer um abraço apertado, quer não
poder se explicar, quer só ficar no seu canto e chorar, mas quer um colo pra
chorar, mas cadê? Não sei, só tenho o meu colo, e não consigo deitar nele.
Você se aquece com roupas achando que é suficiente, mas o
frio e vazio vem de dentro, e você percebe que nada vai adiantar, então, chega
uma hora que você engole o choro, guarda a dor no bolso, pinta um sorriso na
cara e vai tentar seguir a vida.
Por que afinal, o tempo não para.
sábado, 12 de julho de 2014
Aff, isso é TPM ¬¬’
Olhei pra tela do computador e senti saudades sua, saudade de te esperar lá em casa, e olhar você tomar café, por que tomei antes por vergonha de comer na sua frente, você é insuportável e só quer me levar pra cama, mas eu estou de TPM porra!
Chorei dizendo que você não me amava e nunca vinha me visitar, e comecei a rir depois que você começou a se gloriar por achar que eu te amo, mas eu não te amo, eu lhe odeio peste chata, e você não sabia se eu ria ou chorava, isso é TPM porra!
E sabe, quando eu estiver lendo um livro de romance e começar a chorar por que o filho da puta do protagonista largou a mocinha gravida, vai ser culpa da TPM. Por que não sou menininha que lê romances clichês e ainda chora por conta deles. Serio!
Você vai dizer que culpo a TPM por tudo, só por que eu fiquei estressada quando você olhou pra bunda da morena que passava por nós, mesmo não sendo culpa da TPM, não vou bancar a namorada ciumenta, por que você vai achar que te amo, mas eu não amo.
Eu vou ver um filhote de cachorro na rua chorando e vou querer levar pra casa dá carinho e amor, por que a TPM meche com meus hormônios e aflora meu lado materno, até por que eu amo cachorros, e não me importaria em levar esse bebê pra sua casa pra você criar.
Aí você vai gritar comigo por que o cachorrinho rasgou seu sapato e eu vou chorar e me encolher, não por que sou mimada e gosto de fazer drama, é culpa da TPM que me deixa fragilizada.
E não diga que a desculpa da mulher é a TPM, por que quando você ama uma mulher ela nem precisa falar pra você saber que ela só quer um pouco de atenção e carinho, até por que os outros dias do mês ela é uma puta mulher segura de si, e não precisa demonstrar medo pra te ter nas mãos dela ;)
E só falei tudo isso, por causa a porra da TPM!
sábado, 5 de julho de 2014
-- O tempo não para;
E de repente sua mãe não lhe manda tomar mais banho. Parece idiotice
falar isso, mas pensa bem, é sinônimo de responsabilidade. Não é? Por que
deveria ser. Aí sua mãe deixa de querer saber se você estudou para prova, ela
só vai querer saber se passou, o resto já não é responsabilidade dela.
Seu pai começa a dizer que todo filho tem a hora de sair de
casa, e que mina hora já chegou. Mas eu sair, e voltei, o mundo meio que... foi
cruel. Mas eu aprendi a ser cruel também, voltei para o colo de minha mãe,
mesmo ela não me mandando tomar banho, e nem perguntando como estou nos
estudos, ela me recebeu, não me acusou e nem julgou. Minha salvação!
Crescer não é uma tarefa fácil! Ponto de exclamação, ou
seria uma afirmação? É confuso dizer se cresci, me sinto pequena perante o
mundo, mas carrego comigo uma pose de quem aprendeu algo do mundo, mas talvez tenha
aprendido. Tem gente de todos os tipos, que não vai respeitar você só por que
conhecem sua historia, não lhe respeitam nem por respeitarem seu irmão mais velho,
ele conquistou o respeito dele, tive que conquistar o meu.
Não sei nem ao certo se consegui, talvez, colhi uns inimigos
sem querer, por que eu resolvi ir pelo caminho difícil, fui crescer. Nossa, e
foi frustrante. Eu chorei! Achei que os adultos não choravam. Engano esse meu,
o choro faz parte desse negocio todo, é através das lagrimas que esvaziamos a
dor de sermos sozinhos. E não me diz que nasci sozinha e por isso vou morrer
sozinha, eu nasci grudado com minha mãe, e quero conquistar algo, não vou
morrer em vão.
Por que esse negocio de não ter mãe mandando a gente escovar
os dentes, faz a gente esquecer de comprar os cavalos. –cavalodadonãoseolhaosdentes-
Não foi o suficiente, tenho medo do que estar
por vim, por que não é minha mãe, nem meu pai, que decidirá onde vou estudar,
onde vou trabalhar, o que vou ser, sou eu!
E por mais que muitos queiram decidir por mim, eu cresci o
suficiente pra saber o que ira me fazer bem e o que eu saberei fazer bem. E por
mais que queira adiar tudo isso, “o tempo não para”. Acho que é hora de
crescer!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Por enquanto mudou;
Não me diga que não mudou nada, por que mudou sim. Mudou o
fato de que cansei de procurar, de ir atrás, de perdoar, de escutar as
lagrimas, de ser aquela besta amiga. Mudou por que eu mudei, por que você mudou e sendo
assim nada entre nós pode ser a mesma coisa.
“Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma
coisa aconteceu, está tudo assim, tão diferente...”.
E não é só por que as coisas mudaram que não podemos estar
juntos, só que devemos aceitar as novas diferenças, as novas experiências, e
lutar um pouco mais pra estar com o outro, já estou desgastada, sou a que
sempre está disposta a ajudar, mas nem sempre poderei estar lá ;)
domingo, 15 de junho de 2014
Conceitos distorcidos
Eu sou heterossexual, morena, alta, magra, cabelos lisos e
olhos castanhos escuros. E o que isso tem haver? Tudo e nada, pois muitos só
prestaram atenção em um único adjetivo, como se o modo como eu me descrevi,
estaria sendo preconceituosa.
Exemplo? Ela é magra! Tem preconceito com as gordas. Não, eu
não tenho. Tem muita “gordinha delicia” mais bonita do que eu. E por que falar
em beleza mesmo? Ah, porque a sociedade impõe um estereotipo de beleza onde só
as magras são belas.
E do que vale um estereotipo exterior belo, se o interior não
vale nada? E não me refiro apenas às características psicoemocionais como
também as fisiopatológicas.
Depressão? É doença! Parece que muitos não acreditam nisso,
diz que vai passar, mas assim como a gripe se não tomar os devidos cuidados ela
não passa. E de onde vem essa depressão? Do seu maldito preconceito contra
qualquer tipo e estereotipo de pessoa.
E pergunta para essa pessoa morena, alta, magra, se ela é
feliz. Ela vai dizer que tem momentos felizes, mas feliz ela não é, por que
toda noite, ao deitar na cama sozinha, vem todos os tipos de lembranças,
inclusive os apelidos “mais carinhosos”, os elogios “mais gentis”, como “você é
a menina mais feia da sala” ou “sua vara de tirar caju”.
E como ouvir um dia desses “é porque magro não sofre
bullying.” Reveja seus conceitos, a própria sociedade se condena, o perfeito é
ser feliz e não ter momentos felizes, por que ao chegar a casa e lavar o rosto,
a beleza acaba e o choro vem.
É isso mesmo produção!? Vai continuar a desvirtuar os princípios
da felicidade e bem-estar na cara dura? “O importante é ser feliz e mais nada
(8’”.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Qualquer palavra;
Nem sei no que pensar, no que fazer, não sei mais como agir.
Ponto.
A questão é essa, um bolo na garganta, um desejo de viver um
conto de fadas, o seu conto de fadas, um conto que não é perfeito mas é real,
lagrimas.
São frases incompletas que me... Qualquer palavra!
Todo mundo chegou ao 1.9, ao 2.9, melhor no dizendo, nos
quase 20, idade que muitos estudiosos taxam como a idade da decisão, ou o quase
30, que as mulheres tanto tremem, e o quase, que é terrivelmente quase.
E qualquer palavra me define agora, por que eu não sei como
estou. Quem nunca passou por isso?
Estou quase formada, estou quase casada, estou quase na
faculdade, estou quase amando. E cadê o enfim?
São questões, duvidas, e nenhuma conclusão. Mas ai você percebe
que isso é o resultado de está sempre pronto pra ser o auxilio de alguém, ser a
pessoa a colocar a chave na fechadura da casa de um bêbado, ser tudo menos o
que você queria ser na vida.
Não quero ser sua amiga colorida, nem a salvação das ideias,
não sou paga pra ser decoradora, nem pra ser sua enfermeira, não sou formada em licenciatura
de matemática, não sou técnica de computação, nem psicóloga, até agora sou
quase tudo isso, mas não sei se quero ser o enfim de tudo isso.
Enfim, quero ser tudo que me der vontade :p
sábado, 10 de maio de 2014
Vai Brasil!
Eu entendo todas essas manifestações que aconteceram e
acontece no Brasil, e sim, sou a favor delas. Sou a favor de uma boa educação,
desejo verdadeiramente uma melhora gratificante na saúde pública brasileira,
que os coletivos (ônibus) públicos sejam realmente públicos, e que todos os
nossos direitos venham à tona.
Mas para termos os direitos atendidos precisamos realizar
nossos deveres!
E o que isso tudo tem haver com o que vou falar? Tudo. Assim
como é perceptivo que há pessoas contra e a favor da copa no Brasil, é perceptível
o tamanho da ignorância de muitos. E não, eu não sou melhor que ninguém, e nem
posso estar correta no que vou falar, mas o fato é que nós não podemos mudar, a
copa será no Brasil.
E os “de fora” já nos veem como pessoas nativas e
ignorantes, e então, confirmaremos os que eles pensam? E não, mais uma vez não,
não concordo com o que eles falam e acham, mas o ato de que “somos todos
macacos”, o que não acredito, já que nem descendentes dos mesmos nós somos,
prova o tamanho da falta de educação no Brasil.
Eu serei a favor da seleção brasileira ser hexacampeão, eu
sou a favor da vinda da copa ao país, mas isso não significa dizer que sou a
favor de ter todas as atenções direcionadas aos estádios e nenhuma a saúde/educação.
E o programa mais médico? Não adiantou muita coisa né? Se o que mais falta é
recursos. E por que precisamos buscar
médicos fora do país? Ah, por que não a uma educação boa o suficiente para que
nossos médicos atuem. E atuar aonde? Nos hospitais que não tem vagas e nem
espaço pra receber mais paciente, não tem medicamento, e nem copo descartável,
só que são cheios de pessoas necessitadas de assistência.
E mesmo vendo tudo isso por que sou a favor da seleção? Por
que faz parte de nossa cultura, apesar do preconceito que vem de fora, é daqui
que sai os melhores jogadores de futebol, poderia sair o melhor médico, o
melhor cientista, ou seja, lá o que mais, mas é o que tem pra hoje. Mas a copa
é só uns dias, o melhor médico poderá vim, por que o futebol é o que tem pra
hoje, mas não deve ser o que teremos pela frente.
Vai Brasil, ganha a copa, que o gigante acorde
novamente, e que venham mudanças, e que venham melhoras!
Luana Fonseca'
Ps.: Para melhor dizer a copa não devia ser a culpada de tudo, não é por que a copa vai ser aqui que a saúde está ruim, nem a educação, nem as estradas, nem nada, o Brasil está ruim por que não foi bem colonizado, nem bem governado, e torcer contra ou a favor não vai mudar muita coisa, mas eu visto a camisa, sou brasileira, sou mistura, posso não ter saída as ruas gritando por mudança, mas vou estudar e mudar o meu redor.
O ridículo é parar o país por causa disso, " o tempo não para"!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Príncipe Encantado;
“Como mocinha romântica que sou, ainda que disfarçada de
macho cínico, sempre achei o amor a coisa mais importante dos quatros cantos do
universo.”
E é estranho como acham que mocinha romântica, quando diz
buscar o cara perfeito, pensa que ela espera um cara alto, loiro, de olhos
azuis, montado em um cavalo branco, usando uma capa vermelha, assim como
descreve os livros infantis. Mas eu não ligo se meu príncipe for um Shrek!
O cara perfeito pode ser moreno, com a barba por fazer,
alargador e ir pra festa de ônibus lotado com um bando de desconhecidos. Ele
pode lhe cantar mamonas assassinas, deitado de mau jeito ao seu lado em um sofá
que mal cabe uma pessoa. O príncipe só precisa saber a hora de se declarar e ir
onde sua princesa estar.
Eu podia ter meu príncipe encantado, mas preferi um ogro me
chamando de Fiona. O estranho é esses estereótipos da sociedade, ser príncipe não
é ser bonito, é amar, saber amar, e declarar o amor.
E não me venha dizer que quem ler romance quer um príncipe,
a vida não é um conto de fadas, mas podemos acreditar em fadas e escrever um conto,
juntos na madrugada. Mas sem essas roupas esquisitas de príncipes e princesas,
me empresta sua blusa pra me fazer de pijama?
terça-feira, 29 de abril de 2014
Voltando a fita;
Isso é totalmente idiota.
Meus pais dormindo, eu vendo vlog no you tube, digitando um
texto pro meu blog, que ninguém ver, mas tudo bem, há coisas que não mudam
mesmo. Eu mudei-me, sair da casa de papai e mamãe, e... Puft, aconteceu muitas
coisas tristes e voltei.
Voltei pro meu mundinho tosco e excluído, que parece mais
tosco ainda depois que conheci um mundo, digamos que incrível. Eu vivi e passei
por coisas que não me era possível, não por minha pouca idade, mas sim por não
ser possível no interior de onde moro.
E foi frustrante voltar pra casa, meio que achei uma fita
cassete empoeirada e resolvi escutar. É horrível! A qualidade da musica não é
mais a mesma que 4 anos atrás, não por que a fita está arranhada, também, mas
por que você já viu coisas melhores.
E caralho, voltei a usar meia e moletom, tomar litros de
café e dormir completamente entediada, por que, puta que pariu o que estou
fazendo aqui?
Ok gente, não estou esnobando a cidade, eu gosto daqui, mas
não pertenço a esse mundo mais, e vejo que cada dia eu volto uma musica na
fita, e tenho preguiça de buscar qualidades melhores lá fora.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Stop, please!
Eu tenho que parar. Parar de
fuçar cada rede social em busca de um sinal seu. O engraçado é que dessa vez eu
errei, achei que esse era o certo, mas não era. Não costumo errar.
A questão é que você quebrou meu
gelo, e esvaziei-me com lagrimas, o gelo derreteu e molhou meu travesseiro por
muitas noites e madrugadas. E agora chega a parte que quero negar que tudo isso
é verdade, a parte que tenho ódio por lhe ter deixado livre, e bom, você sabe
bem como seguir com a vida.
Só peço que pare coração, há
quanto tempo que você não se importa? Há tempos, não é mesmo? E quem nunca amou
achando ser errado? Eu achei tá? Condene-me!
Ah garota, pare de se torturar, por favor,
tira esse pijama velho do bob esponja e vai sorrir para o mundo, grita “eu faço
parte dessa merda também” e se joga, por que o amor que tu tens não lhe servirá
de nada, não com essa distância toda.
Tenho que parar de jogar, na
verdade tenho que soltar nossas amarras, digo que quero novos romances, quando
na verdade são nossos momentos juntos que me veem a noite, ou até mesmo quando
leio um romance clichê na internet.
Mas o que me interessa agora é ter que parar com
tudo isso guria. PARE, POR FAVOR! Não se torture mais, siga em frente... Mesmo
que doa em você.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Mudar;
“V.t. Remover, pôr em outro lugar, deslocar, alterar,
modificar, transformar, converter, trocar, substituir.
V.i.. e v.pr. Transferir a residência, trocar de
domicílio.”
E todos dizem que é preciso mudar, mas
por quê? E quando é preciso?
Eu posso só saber o que todos sabem,
posso saber o que eu sei, ou saber que ninguém sabe nada. Afinal, será que
mudamos ou os outros mudam a maneira que nos veem, por que dizemos coisas
diferentes, fingimos sentir coisas diferentes? Não sei, será que alguém sabe?
Bom, eu quero mudar, mudar de cidade,
mudar de número, mudar de casa, mudar de roupa, mudar o cabelo, mudar a escola,
mudar o caminho, mudar o transporte, mudar o lado da franja, mudar a cor do
batom, mudar o sorriso, mudar de aparelho, mudar o celular, mudar de namorado,
mudar de curso, mudar a rota, mudar a rotina, mudar a cama de lugar, mudar e
mudar, mas eu posso me mudar?
Mudar de opinião, de personalidade? Às
vezes não creio nisso, às vezes só deixamos transparecer aquilo que temos em
mente desde criança, o que sempre sonhamos em ser, sem ter a coragem de
transparecer, por parecer um tanto ousado.
Sim, acho que seja isso, dizemos que
mudamos quando deixamos de ter medo. É mudar é não ter medo, não ter medo, não
ter medo, não ter medo, não ter medo, falando várias vezes talvez eu deixe de
ter medo, de ter medo, de ter medo, e consigo mudar, ou melhor, simplesmente
deixar de ter medo, de ter medo, de ter medo...
terça-feira, 22 de abril de 2014
In...
Ando tomando café com adoçante por que quero
engodar. Sorrio a noite e choro de dia, a fim de me alegrar. Vai entender o
inverso do verso que criei, por que nos gatilhos da indecisão eu me encontrei.
Mistérios, segredos, aventuras e amores, o que mais
eu quero ter? Não sei. Que tal um caso de amor comigo mesma? Então, quer ser
meu amante?
Gosto de cafés fortes e amargos, assim como o
chocolate 50% puro. Enquanto do amargo do interior do cacau o homem fez um
doce, que tal com o gelo da minha alma incrementar o seu copo de uísque?
Sou estranha, sou confusa, sou um poço de humor
triste. Sou doente de mim, onde sou a cura; Sou o medo, quando tenho coragem;
Sou a beleza, enquanto ando na escuridão do meu ser; Sou aquilo que não queria
ser, a garota medrosa de uma mulher que quer vencer.
Sou o café do seu adoçante e o choro de seu sorriso,
se isso faz sentido eu não sei, e o que eu sei é nada além das incertezas, dos
“in-sentidos”, dos “in-mistérios”, dos interesses do Eu querendo ser incerto
além do inverso do deserto na multidão.
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