“Como mocinha romântica que sou, ainda que disfarçada de
macho cínico, sempre achei o amor a coisa mais importante dos quatros cantos do
universo.”
E é estranho como acham que mocinha romântica, quando diz
buscar o cara perfeito, pensa que ela espera um cara alto, loiro, de olhos
azuis, montado em um cavalo branco, usando uma capa vermelha, assim como
descreve os livros infantis. Mas eu não ligo se meu príncipe for um Shrek!
O cara perfeito pode ser moreno, com a barba por fazer,
alargador e ir pra festa de ônibus lotado com um bando de desconhecidos. Ele
pode lhe cantar mamonas assassinas, deitado de mau jeito ao seu lado em um sofá
que mal cabe uma pessoa. O príncipe só precisa saber a hora de se declarar e ir
onde sua princesa estar.
Eu podia ter meu príncipe encantado, mas preferi um ogro me
chamando de Fiona. O estranho é esses estereótipos da sociedade, ser príncipe não
é ser bonito, é amar, saber amar, e declarar o amor.
E não me venha dizer que quem ler romance quer um príncipe,
a vida não é um conto de fadas, mas podemos acreditar em fadas e escrever um conto,
juntos na madrugada. Mas sem essas roupas esquisitas de príncipes e princesas,
me empresta sua blusa pra me fazer de pijama?
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