terça-feira, 29 de abril de 2014

Voltando a fita;

Isso é totalmente idiota.
Meus pais dormindo, eu vendo vlog no you tube, digitando um texto pro meu blog, que ninguém ver, mas tudo bem, há coisas que não mudam mesmo. Eu mudei-me, sair da casa de papai e mamãe, e... Puft, aconteceu muitas coisas tristes e voltei.
Voltei pro meu mundinho tosco e excluído, que parece mais tosco ainda depois que conheci um mundo, digamos que incrível. Eu vivi e passei por coisas que não me era possível, não por minha pouca idade, mas sim por não ser possível no interior de onde moro.
E foi frustrante voltar pra casa, meio que achei uma fita cassete empoeirada e resolvi escutar. É horrível! A qualidade da musica não é mais a mesma que 4 anos atrás, não por que a fita está arranhada, também, mas por que você já viu coisas melhores.
E caralho, voltei a usar meia e moletom, tomar litros de café e dormir completamente entediada, por que, puta que pariu o que estou fazendo aqui?

Ok gente, não estou esnobando a cidade, eu gosto daqui, mas não pertenço a esse mundo mais, e vejo que cada dia eu volto uma musica na fita, e tenho preguiça de buscar qualidades melhores lá fora.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Stop, please!

Eu tenho que parar. Parar de fuçar cada rede social em busca de um sinal seu. O engraçado é que dessa vez eu errei, achei que esse era o certo, mas não era. Não costumo errar.
A questão é que você quebrou meu gelo, e esvaziei-me com lagrimas, o gelo derreteu e molhou meu travesseiro por muitas noites e madrugadas. E agora chega a parte que quero negar que tudo isso é verdade, a parte que tenho ódio por lhe ter deixado livre, e bom, você sabe bem como seguir com a vida.
Só peço que pare coração, há quanto tempo que você não se importa? Há tempos, não é mesmo? E quem nunca amou achando ser errado? Eu achei tá? Condene-me!
 Ah garota, pare de se torturar, por favor, tira esse pijama velho do bob esponja e vai sorrir para o mundo, grita “eu faço parte dessa merda também” e se joga, por que o amor que tu tens não lhe servirá de nada, não com essa distância toda.
Tenho que parar de jogar, na verdade tenho que soltar nossas amarras, digo que quero novos romances, quando na verdade são nossos momentos juntos que me veem a noite, ou até mesmo quando leio um romance clichê na internet.
Mas o que me interessa agora é ter que parar com tudo isso guria. PARE, POR FAVOR! Não se torture mais, siga em frente... Mesmo que doa em você.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mudar;

“V.t. Remover, pôr em outro lugar, deslocar, alterar, modificar, transformar, converter, trocar, substituir.
V.i.. e v.pr. Transferir a residência, trocar de domicílio.”

E todos dizem que é preciso mudar, mas por quê? E quando é preciso?
Eu posso só saber o que todos sabem, posso saber o que eu sei, ou saber que ninguém sabe nada. Afinal, será que mudamos ou os outros mudam a maneira que nos veem, por que dizemos coisas diferentes, fingimos sentir coisas diferentes? Não sei, será que alguém sabe?
Bom, eu quero mudar, mudar de cidade, mudar de número, mudar de casa, mudar de roupa, mudar o cabelo, mudar a escola, mudar o caminho, mudar o transporte, mudar o lado da franja, mudar a cor do batom, mudar o sorriso, mudar de aparelho, mudar o celular, mudar de namorado, mudar de curso, mudar a rota, mudar a rotina, mudar a cama de lugar, mudar e mudar, mas eu posso me mudar?
Mudar de opinião, de personalidade? Às vezes não creio nisso, às vezes só deixamos transparecer aquilo que temos em mente desde criança, o que sempre sonhamos em ser, sem ter a coragem de transparecer, por parecer um tanto ousado.

Sim, acho que seja isso, dizemos que mudamos quando deixamos de ter medo. É mudar é não ter medo, não ter medo, não ter medo, não ter medo, não ter medo, falando várias vezes talvez eu deixe de ter medo, de ter medo, de ter medo, e consigo mudar, ou melhor, simplesmente deixar de ter medo, de ter medo, de ter medo...

terça-feira, 22 de abril de 2014

In...


Ando tomando café com adoçante por que quero engodar. Sorrio a noite e choro de dia, a fim de me alegrar. Vai entender o inverso do verso que criei, por que nos gatilhos da indecisão eu me encontrei.
Mistérios, segredos, aventuras e amores, o que mais eu quero ter? Não sei. Que tal um caso de amor comigo mesma? Então, quer ser meu amante?
Gosto de cafés fortes e amargos, assim como o chocolate 50% puro. Enquanto do amargo do interior do cacau o homem fez um doce, que tal com o gelo da minha alma incrementar o seu copo de uísque?
Sou estranha, sou confusa, sou um poço de humor triste. Sou doente de mim, onde sou a cura; Sou o medo, quando tenho coragem; Sou a beleza, enquanto ando na escuridão do meu ser; Sou aquilo que não queria ser, a garota medrosa de uma mulher que quer vencer.
Sou o café do seu adoçante e o choro de seu sorriso, se isso faz sentido eu não sei, e o que eu sei é nada além das incertezas, dos “in-sentidos”, dos “in-mistérios”, dos interesses do Eu querendo ser incerto além do inverso do deserto na multidão.