Ando tomando café com adoçante por que quero
engodar. Sorrio a noite e choro de dia, a fim de me alegrar. Vai entender o
inverso do verso que criei, por que nos gatilhos da indecisão eu me encontrei.
Mistérios, segredos, aventuras e amores, o que mais
eu quero ter? Não sei. Que tal um caso de amor comigo mesma? Então, quer ser
meu amante?
Gosto de cafés fortes e amargos, assim como o
chocolate 50% puro. Enquanto do amargo do interior do cacau o homem fez um
doce, que tal com o gelo da minha alma incrementar o seu copo de uísque?
Sou estranha, sou confusa, sou um poço de humor
triste. Sou doente de mim, onde sou a cura; Sou o medo, quando tenho coragem;
Sou a beleza, enquanto ando na escuridão do meu ser; Sou aquilo que não queria
ser, a garota medrosa de uma mulher que quer vencer.
Sou o café do seu adoçante e o choro de seu sorriso,
se isso faz sentido eu não sei, e o que eu sei é nada além das incertezas, dos
“in-sentidos”, dos “in-mistérios”, dos interesses do Eu querendo ser incerto
além do inverso do deserto na multidão.
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